Seguros
29/09/2026
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Seguro global deve crescer 150% até 2035

Estudo da consutoria Deloitte, divulgado na última semana de setembro no Brasil, prevê expansão do mercado com novas demandas de proteção, avanço tecnológico e maior procura por seguros em países emergentes.

A consultoria Deloitte prevê que os prêmios globais de seguros terão crescimento de 150% entre 2024 e 2035. O relatório “The Future of Insurance 2035” apresenta um mercado que soma US$ 5,9 trilhões em 2024 e projeta US$ 8,95 trilhões em 2035. Segundo o estudo, a expansão será impulsionada pelo aumento da procura por proteção, pela expansão dos seguros em mercados ainda pouco atendidos e pelo surgimento de novas necessidades relacionadas ao envelhecimento da população, às mudanças climáticas e aos avanços tecnológicos.

O mercado global de seguros deve apresentar um crescimento desigual até 2035. Enquanto as economias mais desenvolvidas tendem à estabilização, os mercados emergentes devem acelerar, impulsionados pelo envelhecimento da população, pelo crescimento da classe média e pela baixa presença dos seguros em parte desses mercados.

Até 2035, o estudo prevê uma transformação do setor, que poderá deixar de atuar apenas na transferência de riscos e assumir um papel maior na prevenção de perdas, na proteção financeira e na resiliência de pessoas e empresas. Envelhecimento da população, mudanças nos hábitos dos consumidores, avanço da tecnologia, eventos climáticos extremos e novos riscos devem criar novas demandas por proteção.

Na América Latina, o Brasil aparece como o principal mercado de expansão. A Deloitte aponta que a baixa penetração dos seguros, combinada ao crescimento da classe média, cria espaço para ampliar a cobertura. No segmento de seguros de danos, conhecido pela sigla P&C, de Property & Casualty, a rápida urbanização e os grandes investimentos em infraestrutura devem aumentar a procura por seguros comerciais.

Os seguros comerciais protegem empresas contra diferentes tipos de riscos e prejuízos. Eles podem envolver danos físicos a imóveis, instalações, máquinas e equipamentos, além de perdas relacionadas a responsabilidades perante terceiros, riscos financeiros, transporte de mercadorias e outros eventos previstos nas apólices.

Segundo o estudo divulgado pela Deloitte, o mercado de seguros de danos para empresas deve crescer de forma constante no mundo, à medida que as companhias enfrentam riscos mais complexos e procuram coberturas adaptadas às novas ameaças. Entre elas estão os ataques cibernéticos, problemas nas cadeias de fornecimento, eventos climáticos extremos e questões ambientais.

Nesse cenário, os seguros patrimoniais ganham importância para proteger instalações, equipamentos e outros bens das empresas contra determinados danos. Já os seguros de responsabilidade civil podem cobrir, conforme as condições da apólice, prejuízos causados a terceiros e responsabilidades relacionadas às atividades da companhia.

A procura por soluções para riscos mais complexos também deve aumentar. O estudo cita, entre outras possibilidades, coberturas relacionadas a veículos comerciais, cadeias de fornecimento, riscos cibernéticos e eventos climáticos. Produtos mais flexíveis e adaptados a diferentes situações devem ganhar espaço, principalmente nos mercados emergentes.

Na América Latina, esse movimento deve ser favorecido pelos investimentos em infraestrutura e pela urbanização. A expansão não se limita aos seguros empresariais. O estudo aponta também forte potencial para os segmentos de vida e saúde, especialmente porque uma parcela da população ainda não conta com proteção adequada.

A inteligência artificial (IA) também deverá transformar o setor. Segundo o relatório, a tecnologia tende a ser incorporada às operações das seguradoras, desde a análise de riscos até o atendimento e a regulação de sinistros. O uso de dados poderá permitir produtos mais personalizados, processos mais rápidos e uma distribuição mais digital dos seguros.

O relatório “The Future of Insurance 2035”prevê ainda mudanças na relação entre seguradoras, corretores e clientes. A distribuição dos seguros deve combinar canais digitais com atendimento humano, enquanto a inteligência artificial poderá ajudar a identificar necessidades, recomendar coberturas e automatizar tarefas. Nos mercados emergentes, modelos digitais e móveis podem ampliar o acesso de pessoas e empresas que ainda não possuem seguro.

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