Seguro residencial e empresarial continuam avançando no Brasil impulsionados por eventos climáticos extremos. O mercado segurador como um todo cresceu 7,1% no primeiro trimestre de 2026, mas foram justamente os produtos voltados à proteção do patrimônio — casa e empresa — que mais se destacaram.
Ambos protegem contra incêndios, temporais, vendavais, danos elétricos e roubos. A razão, segundo especialistas, é clara: com a frequência cada vez maior de enchentes, tempestades e outros fenômenos severos no Brasil e no mundo, o brasileiro finalmente percebeu que ficar sem seguro pode sair muito mais caro do que pagar a mensalidade.
O seguro residencial, que cobre os danos físicos da sua casa e também os bens que estão dentro dela, como eletrodomésticos e móveis, cresceu quase 10% no primeiro trimestre deste ano.
Já o seguro empresarial, voltado a proteger o patrimônio de lojas, escritórios, indústrias e prestadores de serviço, faz parte de um segmento maior chamado de danos e responsabilidades, que deve crescer 7,4% ao longo de 2026, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
A Confederação projeta para o seguro habitacional – que é aquele obrigatório em financiamentos de imóveis – uma alta de 12,8% neste ano. Mas o seguro residencial e o seguro empresarial, que são opcionais e mais completos, caminham juntos nessa mesma direção de crescimento.
Para ajudar a proteger empresas, a Gente Seguradora, seguradora com mais de 50 anos de mercado, oferece o produto chamado “gente empresarial”. Ele cobre desde os riscos mais básicos, como incêndio, queda de raio e explosões de qualquer natureza, até situações mais específicas, como vendaval, impacto de veículos contra o imóvel, danos elétricos, perda de aluguel, responsabilidade civil, tumultos e até roubo e furto de valores. O preço é definido por região e há mais de 40 opções de coberturas para o empresário escolher conforme o tipo de atividade do seu negócio.
Um levantamento da CNseg mostrou que apenas 26,7% dos empresários brasileiros têm algum seguro para o negócio. Isso quer dizer que mais de 70% das empresas brasileiras operam sem qualquer proteção patrimonial. No caso das residências, o cenário é ainda mais gritante: somente 17% dos lares brasileiros possuem seguro residencial.
Atualmente, estima-se que apenas 13 milhões de domicílios estejam protegidos, de um total de mais de 70 milhões. Ou seja, há um mercado gigantesco e praticamente inexplorado tanto para o seguro residencial quanto para o empresarial.
Essa proteção deixou de ser vista como luxo e virou necessidade por dois motivos principais. O primeiro são os eventos climáticos extremos. O Brasil e o mundo estão passando por temporais, enchentes, vendavais e até granizo com cada vez mais frequência e intensidade.
Um temporal forte pode destruir o telhado da sua casa, alagar sua loja, queimar equipamentos eletrônicos do seu escritório ou danificar o portão elétrico do seu comércio.
O segundo motivo é o encarecimento dos materiais de construção e dos eletrodomésticos. Hoje, consertar uma geladeira, trocar uma smart TV ou refazer uma parede danificada por conta própria ficou muito caro. O seguro virou, portanto, uma forma de blindar o orçamento familiar e o fluxo de caixa da empresa.
É importante fazer uma diferença prática entre o seguro habitacional e o seguro residencial, pois muita gente confunde os dois. O seguro habitacional é obrigatório e vem atrelado ao financiamento de um imóvel novo.
Já o seguro residencial é opcional e mais completo: você contrata por vontade própria para proteger tanto a estrutura da sua casa quanto os bens que estão dentro dela, como móveis, eletrônicos e roupas. O seguro residencial costuma ser procurado por quem já tem casa própria quitada ou alugada e quer evitar prejuízos com incêndios, danos elétricos, roubos, desmoronamentos e alagamentos.
No Brasil, as regiões mostram comportamentos diferentes. A região Sul já é um mercado maduro para o seguro residencial, pois a população está muito consciente dos prejuízos causados por sinistros climáticos, como ciclones e tempestades severas. Por isso, o Sul lidera o número de contratações do país.
Já as regiões Norte e Nordeste têm baixa penetração do seguro residencial, mas vêm recebendo forte impulso das novas construções decorrentes de programas habitacionais. Isso significa que, ao contratar o seguro habitacional obrigatório, muitas famílias nessas regiões acabam sendo apresentadas ao seguro residencial pela primeira vez, abrindo um enorme potencial de crescimento.
A região Sudeste, por sua vez, não lidera em número de contratações per capita, mas responde pelo maior volume financeiro absoluto tanto do seguro residencial quanto do seguro empresarial. Isso acontece porque ali estão as maiores concentrações de população e de imóveis comerciais do país.