Seguros, Serviço
05/05/2026
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Dois anos após a maior tragédia climática do Rio Grande do Sul, a reconstrução ainda desafia milhares de famílias

Maior desastre climático da história do estado deixou desabrigados, perdas irreparáveis e mobilizou a atuação da Gente Seguradora no apoio às vítimas.

Maio de 2026 marca dois anos do maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul, uma tragédia que atingiu quase 500 municípios e mudou para sempre a vida de milhares de famílias. As enchentes históricas de maio de 2024 provocaram perdas irreparáveis: casas destruídas, empresas fechadas, vidas interrompidas, animais de estimação desaparecidos e uma população inteira obrigada a recomeçar. Até hoje, muitas pessoas seguem sem moradia definitiva e ainda enfrentam dificuldades para reconstruir o que foi perdido. Em meio a esse cenário de dor e urgência, a atuação humanitária ganhou protagonismo, e a Gente Seguradora, com sede em Porto Alegre, esteve entre as empresas que assumiram um papel ativo no acolhimento às vítimas.

Com raízes no estado e forte ligação com a comunidade gaúcha, a seguradora direcionou seus esforços para ações imediatas de apoio aos desabrigados. Uma das principais iniciativas foi o acolhimento de famílias atípicas, com pessoas com deficiência, que perderam tudo durante as enchentes.

A empresa apoiou a reforma de um prédio no centro de Porto Alegre para transformá-lo em moradia temporária para cerca de 27 famílias. Por meio do Gente Clube Vida com Saúde, também enviou médicos, enfermeiros e assistentes sociais para prestar atendimento direto aos desabrigados, oferecendo cuidados essenciais em um momento de extrema vulnerabilidade.

Internamente, a mobilização também foi intensa. A Companhia reforçou a estrutura de atendimento, ampliou o suporte logístico e flexibilizou processos para acelerar indenizações, principalmente nos seguros de automóveis e residenciais, que foram os mais afetados pela tragédia. Além disso, muitos funcionários do Gente Grupo se tornaram voluntários no auxílio às vítimas, mesmo quando eles próprios também haviam sido atingidos pelas cheias.

Foi o caso de Jonathan Machado, analista de suporte da área de Tecnologia da Informação do Gente Grupo. Durante quatro dias seguidos, das 8h às 18h, ele atuou na orla do Rio Guaíba, recebendo barcos com adultos, crianças, idosos e animais resgatados das áreas alagadas. Ao mesmo tempo em que ajudava outras pessoas, também enfrentava sua própria perda. “Perdi minha casa, o contato com a vizinhança, com os amigos de infância. Vivo um recomeço, amparado por ter um trabalho fixo no Grupo Gente. Outros amigos, vítimas como eu, nem isso tinham naquela época”, relata.

Os impactos econômicos também foram profundos. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), apenas em maio de 2024, os sinistros diretos no segmento de danos no Rio Grande do Sul somaram R$ 1,69 bilhão, um crescimento de 192,5% em relação a abril daquele ano. A sinistralidade dos seguros de danos saltou para 66,1%, refletindo a dimensão da calamidade pública decretada em diversos municípios.

Mesmo diante desse cenário extremamente desafiador e dos reflexos prolongados dos eventos climáticos também em 2025, a Gente Seguradora encerrou o ano com números positivos, resultado de uma gestão focada em equilíbrio financeiro, planejamento e responsabilidade.

Dois anos depois, as águas baixaram, mas as marcas permanecem. A tragédia deixou cicatrizes profundas e reforçou a importância da resposta rápida, da solidariedade e da presença de empresas comprometidas com a sociedade.

Para o Rio Grande do Sul, a reconstrução ainda é um processo em andamento. Para a Gente Seguradora, ficou o compromisso de estar presente não apenas como empresa, mas como parte da própria história do estado onde nasceu.

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