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25/03/2025
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Você faz ideia de quanto o motorista de Uber consegue tirar por mês em uma cidade como São Paulo?

Conheça a realidade financeira dos motoristas de aplicativo em São Paulo, destacando ganhos, custos e desafios da profissão

A Pesquisa “Mãos ao Volante”, realizada pelo Instituto Badra e divulgada no final de janeiro deste ano, com 1.260 motoristas de aplicativos na cidade de São Paulo, mostrou que a maior parte, 73% do total, roda mais de 8 horas por dia e ganha, em média, R$ 3,8 mil, o equivalente a 2 salários mínimos, já descontados custos como combustível, aluguel do carro e comissão do aplicativo.

Segundo a pesquisa do Instituto Badra, 90% deles homens e, quase metade, com idade entre 35 e 49 anos. A pesquisa realizada mostrou que 8, em cada 10 entrevistados, disseram que não trocariam a atividade para ter um emprego com carteira assinada. E 22% dos motoristas de aplicativo, que responderam a pesquisa “Mãos ao Volante”, disseram ter nível superior.

Em 2024, em fóruns online, motoristas de aplicativos falaram que, na jornada diária de 8 horas, a renda bruta pode variar de R$ 5 mil a R$ 6 mil. No entanto, sobra o valor líquido de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil.

Quando a jornada do motorista de aplicativo é de 12 horas por dia, a receita bruta alcança entre R$ 7 mil a R$ 9 mil por mês. Tirando os custos, sobra líquido de R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil.

Os dados, divulgados nos fóruns, mostram que os principais custos do motorista de aplicativo em grandes cidades e capitais do Brasil, como São Paulo, são: combustível, preço do carro alugado para viagens quando o motorista não tem carro próprio (R$ 2 mil a R$ 3 mil por mês), comissão padrão do Uber (25%), estacionamentos e pedágios (até R$ 300 por mês).

Os motoristas arcam com todos os riscos da atividade e não têm direitos como férias ou auxílio-doença. Ainda há a depreciação do automóvel. Por isso, entidades que representam o segmento alertam, para quem está entrando na profissão, a necessidade de planejamento rigoroso, com uma planilha detalhada de custos e simulação de diferentes cenários. Tudo depende da eficiência no gerenciamento e da estratégia de trabalho do motorista de aplicativo.

Conforme o horário de trabalho, o trânsito pode ser pior, aumentando o consumo do combustível. Também é preciso considerar que o motorista pode ficar ocioso quando opta por trabalhar períodos de tranquilidade nas ruas.

O custo-benefício exige planejamento desde a escolha dos horários de “corridas” até a manutenção preventiva do veículo. Ainda há eventos, como chuva, horários de pico, durante o dia e aos finais de semana, à noite, que elevam os ganhos. Como dizem os motoristas experientes: “Na rua, cada minuto parado é dinheiro perdido”.

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