Anos e anos de falcatruas bilionárias apontadas pela operação Tempo de Despertar, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, com o envolvimento do Tribunal de Contas da União, Ministério da Economia e Susep.
Nem mesmo o surgimento de uma CPI no Congresso Nacional, que ardilosamente foi desmantelada pela Seguradora Líder, foi suficiente, até o presente momento, para indiciar, julgar e prender os criminosos.
Nem um centavo foi devolvido e ninguém foi preso.
No final de 2019 o presidente Jair Bolsonaro, com a recomendação do Tribunal de Contas da União, tentou acabar com o monopólio do DPVAT através da medida provisória 904/2019, da qual resultou no término do prazo de vigência em 20/04/2020 sem edição de decreto legislativo.
Sendo assim, o monopólio do Seguro DPVAT continuou sob a gestão da Seguradora Líder, mas acabou dissolvido no final de 2020 por decisão do grupo detentor do monopólio, uma vez que, após a multa da Susep no valor de R$ 2,2 Bi, ficou iminente a punição das seguradoras e dos seus dirigentes.
Foi aí que, provisoriamente, surgiu a contratação irregular da Caixa Econômica Federal pela Susep, que só tem tido reclamações pelo mal atendimento, o que de uma certa maneira prejudica, além dos beneficiários, a própria Caixa e o Governo.
Como será o novo formato do Seguro DPVAT? Como as seguradoras conseguirão, em tão pouco tempo, adequar-se ao novo modelo, uma vez que o mesmo deverá ser totalmente informatizado e digital?
Mostra-se, portanto, um contrassenso o fato da Susep, até o presente momento, não ter publicado nenhuma consulta pública a respeito, até porque a instituição tem prezado pela modernização do setor, tendo como pilares a transparência e a livre iniciativa para todos.