Saúde
03/03/2026
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Mpox avança no início de 2026 e acende alerta no Brasil

Casos crescem em janeiro e fevereiro, com concentração em São Paulo, e especialistas reforçam importância de atenção aos sintomas e prevenção.

O Brasil começou 2026 com avanço da Mpox, antiga varíola dos macacos, e o aumento de casos nos meses de janeiro e fevereiro acende um sinal de atenção. O país já soma 88 diagnósticos confirmados neste início de ano, segundo o Ministério da Saúde. A maior parte das infecções está concentrada em São Paulo, que contabiliza 62 registros desde janeiro. Também há casos no Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e no Distrito Federal. Apesar de a maioria dos quadros ser considerada leve a moderada e não haver mortes registradas até agora em 2026, o crescimento no começo do ano preocupa autoridades sanitárias.

O alerta é importante porque a Mpox é uma doença contagiosa e pode se espalhar rapidamente se não houver cuidado. Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos e duas mortes. O avanço logo nos primeiros meses de 2026 indica que o vírus continua circulando e exige atenção redobrada, principalmente para evitar que novos surtos ganhem força.

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e é transmitida principalmente por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de uma pessoa infectada. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, também pode espalhar o vírus. Por isso, ambientes domésticos exigem cuidado especial quando há um caso confirmado.

O sintoma mais comum é o surgimento de erupções na pele, parecidas com bolhas ou feridas, que podem durar de duas a quatro semanas. Essas lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na virilha e nas regiões genital ou anal. Além disso, a pessoa pode ter febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e inchaço nos gânglios. O período entre o contato com o vírus e o início dos sintomas costuma variar de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem sozinhos após algumas semanas. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm maior risco de desenvolver complicações graves. Em casos mais severos, pode ser necessária internação hospitalar e uso de medicamentos antivirais para reduzir a intensidade das lesões e acelerar a recuperação. Dados internacionais indicam que a taxa de mortalidade pode variar entre 0,1% e 10%, dependendo das condições de saúde do paciente e do acesso ao atendimento médico.

Prestar atenção aos sinais da doença é fundamental porque várias outras infecções podem provocar lesões semelhantes na pele, como catapora, herpes e infecções bacterianas. Por isso, ao notar manchas, bolhas ou feridas acompanhadas de febre ou mal-estar, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar exame laboratorial, única forma de confirmar o diagnóstico.

A prevenção depende principalmente de evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Quando esse contato for inevitável, é recomendado o uso de luvas, máscara, avental e óculos de proteção. A higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel é uma medida simples, mas essencial. Também é importante lavar roupas, toalhas, roupas de cama e utensílios com água morna e detergente, além de limpar e desinfetar superfícies que possam ter sido contaminadas.

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