Os golpes em seguros estão mais sofisticados. Antes, os fraudadores simulavam acidentes ou exageravam danos. Agora, usam inteligência artificial (IA) para criar situações que nunca existiram. O combate a eles passa hoje pela filtragem de fraudes manipuladas de alto risco.
Com a tecnologia de IA, criminosos conseguem copiar a voz de clientes, criar fotos falsas de carros danificados e até montar cenas completas de acidentes. Tudo parece real, mas não é.
Seguradoras já registram um aumento de até 300% em casos com imagens manipuladas e documentos falsos. Há desde alterações simples em fotos até conteúdos mais avançados, usados para inflar o valor do conserto ou até declarar perda total de um veículo sem motivo.
Outro golpe comum é a clonagem de voz. Com ela, criminosos se passam pelo cliente em ligações e conseguem autorizar pagamentos ou pedidos indevidos.
Também existem ferramentas que criam imagens falsas com facilidade, adicionando danos graves a carros que estão em perfeito estado ou colocando veículos em acidentes que nunca aconteceram.
Para se proteger, as seguradoras estão usando uma tecnologia para ter certeza de que existe uma pessoa de verdade por trás da solicitação, e não alguém usando fraude com inteligência artificial. Nesse contexto, a seguradora faz uma “prova de vida” que, na prática, significa pedir para a pessoa tirar uma selfie em tempo real, ou solicitar que ela pisque, mova o rosto ou grave um pequeno vídeo, ou ainda usar reconhecimento facial ao vivo.
Com essas medidas, é possível evitar golpes em que criminosos usam fotos roubadas, vídeos manipulados, rostos ou vozes criados por inteligência artificial.
Além disso, empresas analisam detalhes técnicos das fotos, como localização, padrão de luz e dados digitais, para identificar se o material foi manipulado ou criado por inteligência artificial.
O sistema contra fraudes criadas por IA permitirá decisões mais rápidas e seguras sobre acidentes reais, automatizando aprovações, estimando valores de perdas e encaminhando instantaneamente veículos para fluxos de trabalho de perda total ou de reparo.