O começo do ano é decisivo para quem trabalha com seguros de automóvel. É nesse período que muitos contratos vencem e que surgem as melhores oportunidades para fortalecer a carteira de clientes, fidelizar segurados antigos e abrir espaço para novos negócios. Ao orientar o cliente com clareza e atenção, o corretor não só ajuda na tomada de decisões mais conscientes, como também constrói uma relação de confiança que faz diferença nos resultados ao longo de todo o ano. Importante ressaltar que houve muitas mudanças de lei no ano passado, envolvendo contrato de seguros, emissão e a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Um ponto central do checklist é acompanhar de perto a data de renovação das apólices. Grande parte delas vence justamente no início do ano, quando o motorista já está lidando com despesas como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA. Nesse momento, o corretor assume um papel fundamental ao explicar o que precisa ser revisto para evitar gastos desnecessários e garantir que a proteção continue adequada à realidade do cliente.
A revisão do contrato do seguro (apólice) é o primeiro passo. É quando se avalia se as coberturas contratadas ainda fazem sentido para a rotina atual do segurado. Mudanças aparentemente simples, como a troca do carro, um novo endereço, alteração no uso do veículo ou até transformações no perfil familiar, podem impactar diretamente o valor do seguro e o nível de proteção. Manter uma apólice desatualizada pode significar pagar mais do que o necessário ou ficar desprotegido em situações importantes.
Em 2026, essa análise ganha ainda mais peso com a entrada em vigor da nova Lei do Contrato de Seguro, a Lei nº 15.040. A legislação traz regras mais claras para prazos de regulação de sinistros e pagamento de indenizações, além de exigir questionários de risco e cotações com linguagem simples e acessível. A comunicação entre seguradora, corretor e cliente passa a ser ainda mais transparente e feita no tempo adequado, incluindo atenção especial aos prazos de aceitação e aos endossos, que são alterações feitas no contrato após a emissão.
Outro fator que influencia diretamente a renovação do seguro é a pontuação do motorista. Condutores com bom histórico tendem a ser vistos como menos propensos a sinistros, o que pode resultar em condições mais favoráveis na apólice. Já quem acumulou multas no ano anterior precisa entender como isso pode pesar no preço e nas regras do seguro. O histórico registrado na Carteira Nacional de Habilitação não afeta apenas a relação com os órgãos de trânsito, mas também a avaliação de risco feita pelas seguradoras.
As mudanças recentes na área de trânsito também entram nesse contexto de orientação ao cliente. Desde 2025, passou a ser possível iniciar a transferência de um veículo de forma totalmente digital, pelo celular, usando o aplicativo da Carteira Digital de Trânsito, integrado ao portal gov.br. O serviço, coordenado pela Secretaria Nacional de Trânsito, permite comunicar a venda do veículo sem a necessidade de reconhecimento de firma em cartório, tornando o processo mais rápido e simples.
Outra novidade importante veio com a Medida Provisória nº 1.327, de 2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro, instituído pela Lei nº 9.503, de 1997. A mudança modernizou a emissão e a renovação da Carteira Nacional de Habilitação e abriu caminho para a renovação automática do documento em 2026 para condutores considerados regulares. Motoristas sem infrações registradas no Registro Nacional Positivo de Condutores poderão renovar a habilitação sem novos exames, reduzindo custos e burocracia.