O investidor precisa redobrar a atenção diante das recentes decisões do Banco Central do Brasil que interromperam as atividades de diversas instituições financeiras. Em um curto intervalo de tempo, o órgão decretou a liquidação de empresas como o Banco Master e o Will Bank, chegando à suspensão total das operações do Banco Pleno.
Essas medidas são tomadas quando o Banco Central identifica que a instituição não tem mais condições de pagar suas dívidas ou de operar com segurança. Na prática, isso pode significar bloqueio imediato do dinheiro dos clientes e a necessidade de acionar o fundo de garantia para devolver os valores.
Muitas dessas empresas atuam apenas no ambiente digital e atraem clientes com promessas de facilidade e ganhos acima da média. A proposta parece vantajosa, mas a falta de histórico longo ou de informações claras exige cuidado redobrado de quem pretende investir ou guardar dinheiro.
Um erro comum é se deixar levar por ofertas de rentabilidade muito superior à do mercado, sem entender de onde vem esse ganho. Em finanças, retorno alto costuma andar junto com risco alto. Quanto maior a promessa, maior pode ser a chance de prejuízo, principalmente em instituições novas e pouco conhecidas.
Em alguns casos, resultados aparentemente excelentes podem esconder riscos elevados ou problemas na gestão. Por isso, desconfiar de ganhos fáceis é uma atitude de proteção.
Antes de confiar em números chamativos exibidos em aplicativos de bancos digitais ou fintechs, é recomendável pesquisar o nome da instituição, seus sócios e o histórico de notícias envolvendo a empresa. Informações negativas recorrentes podem ser um sinal de alerta.
A verificação oficial deve ser feita diretamente nas ferramentas do Banco Central. No portal “Meu BC”, qualquer pessoa pode consultar o ranking de reclamações contra bancos e instituições financeiras. O levantamento mostra quais empresas concentram mais queixas proporcionais ao tamanho da base de clientes, o que ajuda a identificar possíveis problemas.
Também é fundamental checar se a instituição é associada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um seguro do sistema bancário e pode devolver até R$ 250 mil por pessoa em caso de liquidação da instituição.
Mesmo com essa proteção, quando um banco entra em liquidação, o cliente pode enfrentar meses de espera e burocracia para recuperar o dinheiro. O processo não é automático e pode gerar ansiedade e transtornos.
Para ter certeza de que a instituição é regular, o caminho mais seguro é consultar o site do Banco Central na área de busca por instituições autorizadas. Ali é possível confirmar se o banco está supervisionado, além de acessar demonstrações financeiras e balanços publicados regularmente. Essa checagem simples pode evitar prejuízos e proteger o patrimônio construído ao longo de anos.