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Transferência de risco ao setor privado apoiaria retomada

Para a superintendente da Susep, com o Brasil no limite do ponto de vista de estímulos fiscal e monetário, isso seria possível nos seguros para desemprego, acidente de trabalho e grandes obras públicas
19/10/2020

De “musa da Previdência” e “menina”, como a chamou o então governador do Rio, Sérgio Cabral, ao comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, ainda se depara com o desafio constante de ter que, inúmeras e reiteradas vezes, provar sua capacidade profissional simplesmente por ser mulher. Isso não a impediu de galgar seu espaço. É a primeira mulher no comando da Susep e também foi precursora no setor de aviação, ao presidir a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de 2007 a 2011. ‘Espero que possamos em muito pouco tempo parar de contar como uma novidade que uma mulher se tornou presidente de um banco ou instituição’, desabafa.

Com o Brasil no limite do ponto de vista de estímulos fiscal e monetário, diante dos estragos da pandemia, Solange vê na transferência de riscos do setor público para o privado uma forma de a indústria securitária apoiar o processo de retomada no País. Para a superintendente da Susep, tal avanço seria possível no seguro desemprego, no de acidente de trabalho e ainda no de grandes obras públicas. Defende ainda avanço nas questões sociais e ambientais. Dentre as iniciativas da reguladora, está uma revolução tecnológica no sentido de dar mais transparência e concorrência ao setor, e ainda avalia a criação de um ‘índice verde’. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Com uma nova onda de coronavírus abatendo uma economia mundial já cambaleante, qual a sua perspectiva para o Brasil?

Sou otimista com o Brasil e o mundo. Acho que a capacidade do ser humano de se adaptar às mudanças é impressionante e tenho visto isso agora mais do que nunca. Quem diria que em menos de uma semana todo o setor de serviços, público e privado, estaria trabalhando em home office e isso daria certo? Conheço empresas que demoram mais de quatro anos para implantar um projeto de trabalho remoto e fizemos isso da noite para o dia. O setor de seguros, do qual sou reguladora, se adaptou muito bem à mudança e temos empresas pensando em manter mais da metade dos seus quadros dessa forma em caráter permanente. Certamente teremos uma nova dinâmica de trabalho, mas isso não quer dizer que será melhor ou pior, será diferente e novos modelos de negócio irão surgir.

Em um contexto de piora externa, com o Brasil no limite do ponto de vista de estímulos fiscal e monetário, como o mercado de seguros impulsiona a retomada no País?

O seguro é fundamental para a economia e o desenvolvimento dos negócios. Costumo dizer que não existiriam negócios sem o seguro, pois ninguém transporta nenhuma carga sem seguro, nenhuma empresa se estabelece sem segurar suas instalações e é necessário contratar seguros para os empregados. O seguro está presente em quase tudo que fazemos. Com a pressão intensa da questão fiscal, vejo no seguro uma grande alternativa para que o Estado possa, por meio de uma regulação adequada, permitir que determinadas garantias, hoje sob sua responsabilidade, possam se dar pelo seguro privado. Como exemplo disso poderíamos citar o seguro desemprego, de acidente de trabalho e o de grandes obras públicas. Enfim, Congresso e sociedade devem avaliar periodicamente todos estes serviços e escolher o melhor caminho a seguir.

Nova Zelândia, Alemanha, Taiwan ou Noruega… alguns países liderados por mulheres estão vendo relativamente menos mortes pela covid-19 e a gestão da crise sanitária mais bem avaliada. Por quê?

Não sei se há uma correlação direta entre as experiências desses países. Mas Japão, Cingapura e Coreia do Sul também são exemplos de casos relativamente bem-sucedidos. Me parece que alguns países asiáticos, por questões culturais, puderam implementar medidas de controles e rastreamento, por exemplo, que o mundo ocidental tem desafios de implementação. Nova Zelândia, Taiwan e Noruega talvez tenham condições geográficas que permitam o fechamento de fronteiras com maior facilidade. E na Alemanha, até onde eu sei, muito do êxito esteve associado às condições hospitalares e ao sistema de saúde pública, que conta com uma infraestrutura diferenciada em relação ao resto do mundo. De qualquer forma, acho difícil estabelecer um padrão de sucesso único. Entendo que existem inúmeros fatores que influenciam no processo e precisamos refletir sobre a perspectiva histórica e cultural de cada país para uma avaliação ampla e adequada de quais foram os modelos bem-sucedidos e quais os fatores que influenciaram. Estamos todos legitimamente aprendendo sobre o problema e seus desafios, enquanto buscamos vencê-lo.

As questões sociais e ambientais ganharam destaque em meio à pandemia, mas o Brasil não tem sido bem visto no exterior. O País conseguirá sair maior nesse quesito? O que precisa ser feito?

Assim como o resto do mundo, precisamos avançar em questões sociais e ambientais. Temos que trabalhar para isso. E entendo que, mais uma vez, a perspectiva histórica é relevante para observar como temos avançado. O mundo está cada vez mais interligado, temos relação comercial forte com diversos países e necessitamos de investimentos externos. Não temos a opção de não avançar nesses pontos. Precisamos cada vez mais ter a consciência que o desenvolvimento presente de nossa sociedade não pode prejudicar as gerações futuras. Assim poderemos construir o equilíbrio sustentável entre gerações. A atenção dos investidores aos riscos relacionados a ESG (meio ambiente, social e governança, na sigla em inglês) vem se consolidando também no Brasil. Isso é parte de um processo, assim como quando falamos de questões da participação de minorias e o papel feminino no mercado de trabalho. Entendo que podemos dar nossa contribuição para esse amadurecimento do mercado e da sociedade.

Como essa questão tem sido pautada no mercado de seguros?

Estamos avançando. Aprovamos recentemente a norma de prevenção à lavagem de dinheiro e ao terrorismo e a Resolução 382, que estabelece critérios de conduta para os agentes do mercado – ambas representam avanços no diálogo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Na Susep, passamos a integrar iniciativas como o Comitê Consultivo do Programa de Finanças Verdes do Prosperity Fund (Reino Unido) no Brasil; o objetivo é desenvolver grandes projetos relacionados a finanças verdes e gerar mais oportunidades de negócios sustentáveis entre os dois países. Estamos avaliando lançar um índice de sustentabilidade verde para as nossas seguradoras e trabalhando para que o setor tenha mais transparência e informação disponível para o consumidor. Há também uma frente de mudanças que procura reduzir as barreiras à entrada de novas seguradoras, incentivando a concorrência no setor.

As medidas de isolamento social, necessárias para combater a propagação da covid-19, também prejudicam os avanços na igualdade de gêneros. Quais impactos a sra. vê no Brasil e na Susep?

Todo processo de crise tende a acirrar a competição e a busca de eficiência. Mas, sendo a crise um fato, ela pode ser catalisada de forma a gerar resultados construtivos para a sociedade. Para isso, é fundamental que os diversos agentes tenham condições mínimas de sobrevivência equivalentes, de modo que o processo competitivo possa gerar uma evolução que resulte em ganhos de produtividade e desenvolvimento econômico no pós-crise, sem agravar as desigualdades. O auxílio que o governo proporcionou aos mais vulneráveis, pessoas físicas e às pequenas e médias empresas procurou minimizar estas desigualdades, de modo a permitir que todos possam ter chances equivalentes dentro do processo. Na Susep, vivenciamos os primeiros impactos com atenção. Desde que cheguei, compreendi que a tecnologia seria o catalisador dos avanços necessários.

Temos evoluído o número de mulheres no mercado de trabalho ao longo do tempo.Em 1980, éramos algo em torno de 27%, na década de 90 passou para de 35% e agora estamos em cerca de 45%.Mas as condições salariais ainda são muito desiguais.

Tivemos, pela primeira vez na história, uma mulher no comando de um grande banco de Wall Street, com a eleição de Jane Fraser para presidir o Citi. Mas, para isso, foram vencidas batalhas difíceis. Essa luta tem sido vitoriosa no mercado Brasil, em especial no setor público? O que falta?

Temos evoluído o número de mulheres no mercado de trabalho ao longo do tempo. Em 1980, éramos algo em torno de 27%, na década de 90 passou para de 35% e agora estamos em cerca de 45%. No setor público, o número de mulheres já ultrapassou o número de homens, representando 59% da força de trabalho em 2017, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mas as condições salariais ainda são muito desiguais e os maiores salários se concentram entre homens.

Além da questão salarial, qual outra ação urgente?

Entre outras medidas, acho fundamental que tenhamos políticas que permitam que as mulheres tenham onde deixar seus filhos para trabalhar. É importante que possamos sair tranquilas para o trabalho sabendo que nossos filhos estão sendo bem assistidos. Muitas mulheres interrompem sua vida profissional porque não têm onde deixá-los. Esse problema se acentua ainda mais nas famílias de baixa renda. Investir em nossas crianças, na minha visão, é também permitir a redução da desigualdade entre gênero no mercado de trabalho. Estamos em 2020 e temos a primeira mulher presidente de um grande banco de Wall Street, eu fui a primeira presidente mulher na Susep e no setor de aviação. Espero que possamos em muito pouco tempo parar de contar como uma novidade que uma mulher se tornou presidente de um banco ou instituição.

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